(via looveisadrug)


Têm dias que doem. Têm dias que eu faço questão de não sentir. Têm horas que parecem que a dor irá sumir, outras só confirmam que não.
Geyse Gimenez   (via verborragias)

(via verborragias)


Foi como se tudo que eu mais amava sumisse em um piscar de olhos.
O tique-taque do relógio me deixou desnorteado. Os pingos de chuva me assustavam cada segundo que passava. Eu ouvira passos naquele instante. Parei. Respirei. E uma lágrima caiu do meu olho esquerdo. Parecia a decadência do meu ser. Talvez fosse, ou não. Fiquei confuso naquele instante, meu mundo virou dos pés a cabeça. Meus cabelos cor de sangue transformaram-se em cabelos cor do nada. O nada que me consome e me retêm. O soar do vento lá fora sugava minhas forças e esperanças. Esse mesmo vento me trazia respostas das perguntas que eu mais temia saber explicações. Eu temia à mim mesmo, os atos recentes; temia o que eu estava me transformando. Me vi cercado por absolutamente ninguém, nem por aqueles que diziam que nunca iam me abandonar; vários deslizes, uma crise - daquelas existenciais -, um pouco de drama e muito sentimento acumulado, era apenas “quem” estava comigo, ah, e aquelas respostas que eu tinha medo de enxergar. Era como tudo tivesse desabado, não existe mais solução, como se eu não existe mais. Não quero falar dos motivos, nem causas. Agora, só desejo ficar à sós comigo, tentando me entender, me achar; tentando enxergar motivos para continuar. Todos se foram, inclusive meu antigo eu, e todas as coisas que me “pertenciam”.

(via verborragias)


Uns queriam um emprego melhor; outros, um emprego. Uns queriam uma refeição mais farta; outros, apenas uma refeição. Uns queriam uma vida mais amena; outros, apenas viver. Uns queriam ter pais mais esclarecidos; outros, apenas ter pais. Uns queriam ter olhos claros; outros, apenas enxergar. Uns queriam ter voz bonita; outros apenas falar. Uns queriam o silêncio; outros, ouvir. Uns queriam um sapato novo; outros, ter pés. Uns queriam um carro; outros, andar. Uns queriam o supérfluo; outros, apenas o necessário.
Chico Xavier  (via vida-a-dois)

(via vida-a-dois)


(via vida-a-dois)


(via looveisadrug)



Aprendi que eu não posso exigir o amor de ninguém. Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência, para que a vida faça o resto. Aprendi que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim, tem gente que não dá a mínima e eu jamais conseguirei convencê-las. Aprendi que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos. Que posso usar o meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou falando. Eu aprendi…Que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da vida. Que por mais que se corte uma pão em fatias, esse pão continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos em nosso caminho. Aprendi… Que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência. Mas, aprendi também que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei. Aprendi que preciso escolher entre controlar meus pensamentos ou ser controlado por eles. Que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sente. Aprendi que perdoar exige muita prática. Que há muita gente que gosta de mim, mas não consegue expressar isso. Aprendi… Que nos momentos mais difíceis, a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as coisas. Aprendi que posso ficar furioso, tenho o direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel. Que jamais posso dizer a uma criança que seus sonhos são impossíveis, pois seria uma tragédia para o mundo se eu conseguisse convencê-la disso. Eu aprendi que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando, e que eu tenho que me acostumar com isso. Que não é o bastante ser perdoado pelos outros, eu preciso me perdoar primeiro. Aprendi que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso. Eu aprendi… Que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que eu faço quando adulto; Aprendi que numa briga preciso escolher de que lado eu estou, mesmo quando não quero me envolver. Que, quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem; e quando duas pessoas não discutem não significa que elas se amem. Aprendi que por mais que eu queira proteger os meus filhos, eles vão se machucar e eu também. Isso faz parte da vida. Aprendi que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas horas, por causa de gente que eu nunca vi antes. Aprendi também que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábio. Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem critério. E que amigos não são apenas para guardar no fundo do peito, mas para mostrar que são amigos. Aprendi que certas pessoas vão embora da nossa vida de qualquer maneira, mesmo que desejemos retê-las para sempre. Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.
William Shakespeare (via b-ecoming)

(via b-ecoming)


Baixinho eu sussurrei um pedido pra Deus: por favor, seja ele, seja ele o homem que chegou na minha vida pra ficar, que vai fazer com que tudo seja diferente, seja ele o que vai superar todos aqueles que não valeram a pena, seja ele que vai me abraçar, vai dizer coisas bobas no meu ouvido, que não vai ter receio nenhum de me pegar pela cintura e me dizer que sou dele, que vai me fazer querer-lo nos momentos em que a minha mente insistir pela solidão, seja ele o primeiro a não me deixar ir mais uma vez, que seja ele meu Deus…

- Paloma Porto